Justiça condena dois homens por chacina em hotel de Florianópolis-SC

Justiça condena dois homens por chacina em hotel de Florianópolis-SC

Santa Catarina – O Tribunal do Júri da Comarca de Florianópolis condenou dois homens pela chacina de cinco pessoas, sendo uma família de quatro pessoas com um autista, em um hotel de Canasvieiras, em Florianópolis, a um total de 150 anos. Um dos réus foi condenado a 82 anos, um mês e 24 de reclusão, em regime fechado. Já o outro réu foi sentenciado a pena de 68 anos, seis meses e 14 dias, também em regime fechado. Ambos ainda foram sentenciados a seis meses de detenção, em regime aberto, e pagamento de 50 dias-multa.

A sessão foi presidida pelo juiz Mônani Menine Pereira, que negou aos condenados o direito de recorrer em liberdade. Os dois homens foram julgados pelos crimes de homicídio qualificado, roubo majorado, furto qualificado e fraude processual. O Ministério Público denunciou três homens por esse crime, que ocorreu em julho de 2018, no Norte da Ilha. Por conta disso, um terceiro réu já foi julgado em novembro de 2020 e foi sentenciado a 43 anos e 20 dias de prisão, além do pagamento de 23 dias-multa.

“A condenação hoje afirmada e a consequente manutenção da prisão é, segundo estimo, uma resposta do Estado que pode, ainda que mínima e tardiamente, consolar o coração dos parentes e amigos das vítimas, com a afirmação implícita pelo resultado deste julgamento, de que crime não foi tocado pela impunidade”, anotou o magistrado na sentença.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, em julho de 2018, os homens se reuniram para cobrar uma dívida trabalhista do proprietário do hotel – uma das vítimas, ao lado de três filhos e um sócio. Os cinco e uma funcionária, que conseguiu fugir, foram rendidos e amarrados no subsolo do hotel. Após novos desentendimentos, todos foram asfixiados, um por vez, em um dos quartos do empreendimento.

Além de matar cinco pessoas, o trio roubou o celular da funcionária, dois carros das vítimas, duas garrafas de whisky e oito aparelhos de televisão. “O mínimo que se espera é que a condenação, agora declarada soberanamente pelos senhores jurados, permita a imediata execução provisória da pena, mercê da manutenção da prisão como medida a restabelecer o sossego social depois da prática desse crime que ganhou imensa repercussão na Comarca diante da pública comoção gerada”, completou o juiz.

Fonte: Asscom TJSC

Leia mais

Reconhecimento formal é dispensável quando vítima já conhecia acusado

Decisão do STJ em caso do Amazonas manteve condenação de homem a 11 anos por roubo; vítimas disseram que ele já frequentava o estabelecimento. O...

Condenação não impede análise de ANPP antes do trânsito em julgado e STJ devolve caso ao Amazonas

Uma condenação criminal ainda não definitiva não impede, por si só, que o Ministério Público examine a possibilidade de oferecer acordo de não persecução...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Reconhecimento formal é dispensável quando vítima já conhecia acusado

Decisão do STJ em caso do Amazonas manteve condenação de homem a 11 anos por roubo; vítimas disseram que...

Condenação não impede análise de ANPP antes do trânsito em julgado e STJ devolve caso ao Amazonas

Uma condenação criminal ainda não definitiva não impede, por si só, que o Ministério Público examine a possibilidade de...

Mera inclusão da CEF em ação de cobrança de seguro não afasta por si só o juízo estadual

A existência de interesse jurídico que justifique, no processo, a presença da União, de suas autarquias ou de empresas...

Associação pede ao STF pagamento acelerado de retroativos a magistrados idosos e com doença grave

A Associação Nacional de Magistrados Aposentados do Poder Judiciário da União e de Procuradores Aposentados do Ministério Público da...