DPE-AM apura deficiência na assistência à Saúde Mental em Tabatinga

DPE-AM apura deficiência na assistência à Saúde Mental em Tabatinga

A ausência de uma rede de assistência à saúde mental é alvo de um procedimento para apuração de dano coletivo (Padac) instaurado pela Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), por meio do Polo do Alto Solimões, no município de Tabatinga (a 1.107 km de Manaus). Segundo o defensor público Leandro Antunes de Miranda Zanata, responsável pelo Padac, a falta dessa modalidade de atendimento tem trazido consequências nas áreas cíveis e criminais na cidade.

“Muitas vezes, uma pessoa recorre à Defensoria pedindo a internação compulsória de um parente que tem dependência química, alcoolismo ou algum transtorno mental, quando na verdade deveríamos esgotar todas as medidas extra-hospitalares, antes de uma medida drástica como essa. Por isso, uma rede de atendimento voltada para a saúde mental é muito importante como política pública dentro do município”, explicou o defensor, acrescentando que muitos casos de violência doméstica registrados na cidade, via Defensoria, estão diretamente relacionados ao consumo abusivo de álcool, drogas ou transtorno mental.

De acordo com Zanata, um ofício foi encaminhado no dia 11 abril à Secretaria Municipal de Saúde de Tabatinga, pedindo informações quanto a deficiência na estruturação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e a implantação do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). O município tem o prazo de 30 dias para responder aos questionamentos.

“Queremos entender como o município está se organizando nesse sentido. Quais são as dificuldades, se existe um cronograma para implantação de CAPS, se existe algum projeto em curso e trazer os atores para uma conversa e tentar resolver a problemática de forma extrajudicial”, disse.

Caso não haja respostas da Secretaria de Saúde de Tabatinga, a DPE-AM não descarta a possibilidade de ingressar com uma Ação Civil Pública contra o município.

Fonte: Asscom DPE-AM

Leia mais

Sem prova de ilegalidade, Justiça não substitui avaliação de comissão de heteroidentificação

Segundo a decisão, o controle judicial é possível, mas não autoriza a substituição automática da avaliação administrativa. A Justiça Federal negou o pedido de liminar...

Análise de documentos não se confunde com dilação probatória para negar mandado de segurança

TRF1 suspende sentença que extinguiu ação sem julgamento do mérito ao entender que controvérsia pode ser resolvida com base em documentos já constantes dos...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Justiça condena maternidade e pediatra por violência obstétrica psicológica

A 5ª Vara Cível de Campo Grande (MS) condenou maternidade e pediatra ao pagamento de R$ 15 mil por...

Justiça condena clínica de estética por procedimento facial malsucedido

A 9ª Vara Cível de Campo Grande (MS) condenou, de forma solidária, uma clínica de estética e sua franqueadora...

Justiça proíbe companhia aérea de exigir quitação antecipada para remarcar voo

Exigir a quitação do saldo remanescente de um pacote de viagens como condição para remarcar um voo cancelado, sem...

Sem prova de ilegalidade, Justiça não substitui avaliação de comissão de heteroidentificação

Segundo a decisão, o controle judicial é possível, mas não autoriza a substituição automática da avaliação administrativa. A Justiça Federal...