Cachorro “apreendido” por estar com pelo longo e sujo deve ser devolvido

Cachorro “apreendido” por estar com pelo longo e sujo deve ser devolvido

O juiz Valmir Maurici Junior, da 2ª Vara Cível da Comarca de Poá (SP), determinou que uma vereadora local devolva um cachorro da raça shih-tzu chamado Bandit apreendido por ela sob a suposta justificativa de que o animal sofria maus tratos.

No caso em questão, a vereadora afirma que recebeu uma denúncia anônima e foi até a casa da família. Lá, encontrou o animal com pelo sujo e longo e, por isso, apreendeu o pet, que pertencia a uma senhora de 74 anos.

A dona do cão acionou o Judiciário para reaver o pet. A defesa da idosa, representada pelo escritório Marco Pereira e Lucas Santos Advogados, alegou que o pretexto da nobre causa animal não dá direito a ninguém de despojar bem alheio à revelia da lei e das normas aplicáveis. Muito menos se colocar na condição de órgão fiscalizador para empreender verdadeira desapropriação sumária.

Ao analisar o caso, o magistrado apontou que as oitivas feitas apontam que o animal estava com pelos longos e indícios de ausência de asseio. Contudo, o julgador explicou que, pelos depoimentos prestados, não foi possível compreender se tal circunstância era pontual ou algo provocado pela falta de cuidados mínimos.

O magistrado apontou que o auto de vistoria supostamente lavrado por médica veterinária que justificaria a apreensão não foi assinado por ninguém e que, por conta disso, a apreensão continha vício formal.

“Contanto que a situação não seja apta a causar sofrimento ao animal, não se pode impor aos proprietários de cães que mantenham seus animais tosados ou cuidados desta ou daquela forma. (…) Desde que tal liberdade não ofenda o bem estar do animal e tampouco caracterize sofrimento reiterado apto a ensejar a presença de maus tratos”, escreveu o juiz ao determinar a devolução do bicho.

1004161-76.2021.8.26.0462

Fonte: Conjur

Leia mais

Culpa concorrente em erro médico não afasta dever de indenizar, mas reduz valor

 Havendo culpa concorrente, não se afasta a obrigação de indenizar do fornecedor, mas o valor da reparação deve ser proporcionalmente reduzido para atender aos...

Notificação após negativação gera dano moral presumido, diz STJ

Inscrição em cadastro de inadimplentes antes da notificação gera dano moral presumido, define STJ ao manter julgado do Tribunal de Justiça do Amazonas. Foi...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Justiça da Itália nega extradição da Carla Zambelli para o Brasil

A Corte de Cassação da Itália negou nesta sexta-feira (22) o pedido do governo brasileiro para extraditar a ex-deputada...

Trabalhadora de frigorífico alvo de ofensas sobre peso será indenizada

Uma trabalhadora de frigorífico vai receber R$ 30 mil de indenização por danos morais e materiais por ter sido...

Universidade indenizará ex-aluna após cobranças indevidas

A 27ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que instituição de ensino indenize...

Trabalhadora que fraturou a mão ao tropeçar em escada não ganha indenizações

A 5ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS) confirmou a culpa exclusiva da vítima em...