O Ministério Público do Amazonas (MPAM) apresentou denúncia contra Cleusimar Cardoso, mãe da falecida Djidja Cardoso, seu irmão Ademar Cardoso, e seu ex-namorado Bruno Roberto da Silva, além de outras sete pessoas, por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Djidja Cardoso, ex-sinhazinha, foi encontrada morta em maio, com suspeita de overdose de cetamina.
A investigação revelou que a família de Djidja criou o grupo religioso “Pai, Mãe, Vida”, que promovia o uso de cetamina, uma droga sintética de uso humano e veterinário conhecida por causar alucinações e dependência. Cleusimar Cardoso, considerada peça central no esquema, incentivava o uso da droga sob o pretexto de cura espiritual.
A mãe, Cleusimar Cardoso Rodrigues, foi denunciada por Tráfico de drogas e associação para o tráfico, o irmão, Ademar Farias Cardoso Neto, denunciado por Tráfico de drogas, associação para o tráfico e estupro. O dono da clínica veterinária, José Máximo Silva de Oliveira, por tráfico de drogas e associação para o tráfico, além de outros funcionários do salão de beleza e um coach.
O MP destacou que Bruno Roberto incentivava Cleusimar a continuar usando drogas, mesmo com Djidja em estado precário de saúde, sob a falsa justificativa de elevação espiritual.