Prazo prescricional de cobrança de verbas de FGTS de contratação nula é de 05 anos, reafirma TJAM

Prazo prescricional de cobrança de verbas de FGTS de contratação nula é de 05 anos, reafirma TJAM

Sucessivas prorrogações de contrato de trabalho por tempo determinado previsto no Artigo 37, IX, da Constituição Federal, são nulas, daí que sua ocorrência depõe contra o interesse público, razão pela qual Tânia Almeida logrou êxito em ação trabalhista movida contra o Estado do Amazonas ante a Vara da Fazenda Pública, em decisão que foi mantida pelo Tribunal de Justiça, contrariando os interesses do ente estatal que findou por interpor recurso especial negado por não atender aos pressupostos de sua admissibilidade. Mais uma vez, não aceitando a decisão, a Procuradoria Jurídica do órgão estatal interpôs agravo interno, não provido pelas razões jurídicas expendidas pelo Presidente e Relator Domingos Jorge Chalub.

Segundo a decisão, o prazo prescricional para a cobrança de verbas de FGTS decorrente de contratação nula é, em regra, quinquenal, devendo ser observada, concretamente a modulação de efeitos que foram determinados pelo Supremo Tribunal Federal em decisão paradigma. 

Para a decisão, o Supremo Tribunal Federal assentou a necessidade de condenação ao pagamento de Fundo de Garantia por Tempo de Serviço aos contratos temporários firmadas pela Administração Pública e posteriormente declarados nulos pelo Poder Judiciário em ação própria. 

“No presente caso, a ação foi proposta em 16/07/2018, ou seja, dentro do prazo de 05 anos contados da decisão paradigma do Supremo Tribunal Federal, resguardando-se o fundo de direito”. Daí se concluiu que a decisão que negou seguimento ao Recurso Especial do Estado fora corretamente lançada. 

Leia o acórdão

Leia mais

STJ: fundada suspeita de tráfico não decorre apenas da fuga após perseguição policial

A fuga de um suspeito ao perceber a aproximação da polícia, por si só, não basta para justificar uma busca pessoal nem para caracterizar...

Sem vistoria interna, avaliação de imóvel por comparação é legítima para retomada por atraso

Sem acesso ao imóvel, avaliação por comparação é válida e consolidação é mantida pela Justiça em processos que discutem a retomada do bem por...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Dono de clínica de reabilitação é condenado por ministrar tarja-preta sem receita

Um homem responsável por um centro de apoio a dependentes químicos foi condenado pela 2ª Vara Criminal da comarca...

Justiça invalida confissão de dívida obtida por coação e condena empresa de cobrança

A 1ª Vara Cível da comarca de Penha declarou nula a confissão de dívida assinada por um consumidor sob...

Empresa é condenada por acionar trabalhadora durante licença médica

Os julgadores da Quarta Turma do TRT-MG mantiveram a condenação de uma empresa de apoio à educação ao pagamento...

Justiça mantém indenização por agressão a cliente dentro de supermercado

A 1ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) manteve condenação da Atacadão...