Município tem legitimidade para disciplinar horário de funcionamento do comércio no Amazonas

Município tem legitimidade para disciplinar horário de funcionamento do comércio no Amazonas

Compete ao Tribunal de Justiça processar e julgar originariamente os mandados de segurança contra atos dos prefeitos municipais, conforme previsão do artigo 72, alínea c, da Constituição do Estado do Amazonas, razão de que nos autos do processo n° 0003887-09.2020, em Mandado de Segurança impetrado contra ato do Prefeito de Novo Aripuanã, o TJAM, por suas Câmaras Reunidas, conheceu da ação mandamental impetrada por Josivany Campos Pinto mas a julgou improcedente, face a irresignação do impetrante não ser fundada em amparos legais, não havendo abuso do Prefeito Municipal Jocione dos Santos Souza, em disciplinar o horário de funcionamento do comércio daquela localidade, ao entendimento de que o ato disciplinador decorre de expressa realização de legítima competência constitucional, conforme voto do Relator Yedo Simões de Oliveira, seguido por todos os Desembargadores presentes ao julgamento. 

Cabe mandado de segurança para proteger direito líquido e certo não amparado por habeas corpus ou habeas data contra ato abusivo de autoridades administrativas, mas, na causa em concreto, foi reconhecido não existir abusividade no ato do Prefeito que alterou o horário de funcionamento de estabelecimento comercial.

“Em mandado de segurança com discussão de matéria constitucional e administrativa sobre alteração de horário de funcionamento de estabelecimento comercial pelo ente municipal, não se discute competência constitucional, face a entendimento sumular do Supremo Tribunal Federal, com legítimo decreto do Município regulamentando a matéria em processo administrativo com ausência de vício ou de ilegalidade”. A segurança foi denegada.

“A competência para disciplinar o horário de funcionamento de estabelecimentos comerciais é do município, tendo em vista o que dispõe o art. 30, Inciso I, da Constituição Federal, ressaltando-se, ainda, que o STF editou a Súmula Vinculante nº 38, reafirma essa previsão. Havendo  desvio de finalidade, no desenvolvimento de atividades não previstas no cadastro do CNAE( Classificação Nacional de Atividades Econômicas) e em  horário não condizente com o Alvará de Funcionamento, mostra-se escorreita a atuação municipal que regula a matéria, mormente quando instaurado processo administrativo, com a possibilidade do exercício do contraditório e da ampla defesa pelo interessado”.

Leia o acórdão 

Loader Loading...
EAD Logo Taking too long?

Reload Reload document
| Open Open in new tab

Baixar arquivo

 

Leia mais

Ter respondido a ação penal prescrita não justifica exclusão de candidato de concurso da PM

Edson Fachin barra recurso do Amazonas e preserva decisão do TJAM que garantiu retorno de candidato eliminado na investigação social por ter respondido a...

Aluno deve ser indenizado se ficar à espera injustificada de diploma após concluir faculdade

A demora injustificada de uma instituição de ensino para entregar o diploma a um aluno que já concluiu regularmente a graduação pode gerar indenização...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Empresa é multada por citação de jurisprudência inexistente

A 3ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (ES) aplicou multa por litigância de má-fé a...

Projeto prevê dedução de despesas com cães e gatos no Imposto de Renda

Projeto de lei apresentado recentemente permitiria a dedução do Imposto de Renda de despesas com consultas, tratamentos e exames...

Certidões de óbito deverão trazer contexto da causa da morte em caso de ação policial

Os registros de óbito que tenham acontecido por ação dos órgãos de segurança pública devem informar o contexto da...

STF determina soltura de desembargador preso na Operação Unha e Carne

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou a soltura do desembargador federal Macário Júdice. Ele...