DPE-AM intervém e Pascarelli diz que juiz não pode suprimir nome de casada sem anuência da autora

DPE-AM intervém e Pascarelli diz que juiz não pode suprimir nome de casada sem anuência da autora

A Defensoria Pública do Estado do Amazonas teve reconhecida a sua função interventiva em processo no qual atuou em prol de F.G.C.S, cuja ação de nº 0207307-69.2019 com origem na 3ª. Vara da Família, teve contra si, por sentença, a supressão do nome de casada. O órgão defensor se habilitou como parte interveniente em defesa de pessoa vulnerável, garantindo a sua intervenção constitucional que, conforme o acórdão “expressa a garantia constitucional da intervenção mínima do Estado sobre a esfera privada, mostrando-se, portanto, legítima a intervenção da Defensoria Pública, reconhecidamente como órgão de função essencial à Justiça”. Foi relator dos autos o Desembargador Flávio Humberto Pascarelli, que conheceu e deu provimento ao recurso.

Dispôs a ementa do acórdão que em matéria de direito de família, expressa a vulnerabilidade processual, enseja a chamada da função do guardião dos vulneráveis, mormente em sentença na qual o juiz foi além do pedido expresso pela autora. Em direitos existenciais e da personalidade há matéria indisponível e a questão é de ordem pública.

“A vulnerabilidade processual é instrumento de igualdade material, surgindo como mecanismo de justa causa e fator legitimador de tratamento processual diferenciado em especial quanto à visualização de justa causa e discrímen para adequação procedimental em prol do vulnerável, como leciona a pioneira tese de Fernanda Tartuce”, cita Pascarelli.

“O nome de casado insere-se no campo dos direitos da personalidade, não podendo ser suprimido sem anuência da parte prejudicada, consoante entendimento do Superior Tribunal de Justiça, de modo que,  a sentença, ao tratar esta matéria, alheia à relação processual, mostra-se ultra petita”, ou seja, além do pedido.

Leia o acórdão

Loader Loading...
EAD Logo Taking too long?

Reload Reload document
| Open Open in new tab

Baixar arquivo

Leia mais

CNMP aplica multas a promotor aposentado do MPAM por condutas ofensivas em sessões do Júri

No caso, a Conselheira relatora destacou que a aposentadoria não impede a aplicação de sanções disciplinares, especialmente quando há indícios de que a medida...

MPF ajuíza ação para responsabilizar União, médicos e hospital por estudo com proxalutamida na pandemia

A ação civil pública foi proposta contra a União, dois médicos responsáveis pela condução do estudo e o Grupo Samel, rede hospitalar onde a...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

CNMP aplica multas a promotor aposentado do MPAM por condutas ofensivas em sessões do Júri

No caso, a Conselheira relatora destacou que a aposentadoria não impede a aplicação de sanções disciplinares, especialmente quando há...

Advogada em recuperação de cesariana leva TST a anular julgamento e determinar nova análise presencial

A Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho anulou um julgamento em que o...

Justiça determina inversão da guarda por alienação parental e fraude

A prática de atos deliberados e sucessivos de alienação parental, incluindo mudança de domicílio fraudulenta e denúncias falsas, é...

Comissão aprova penas maiores para tráfico de drogas com uso de aeronaves

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que...