Azul Linhas Aéreas deve indenizar passageiro por atraso de 25 horas em voo de Tabatinga

Azul Linhas Aéreas deve indenizar passageiro por atraso de 25 horas em voo de Tabatinga

A empresa Azul Linhas Aéreas Brasileiras foi condenada por sentença do juízo da 2ª. Vara de Tabatinga em ação proposta por Klysman Miller e Muller, representado por sua genitora, Ormilene Plácido Miller. Narra os autos de nº 0000219-49.2020.8.04.7301 que o autor adquiriu passagens aéreas da ré para o trecho Tabatinga-Campinas-Tabatinga. No Município paulista, para o retorno à origem, o passageiro/autor, ao chegar no aeroporto, com a antecedência necessária, tomou conhecimento de que não poderia embarcar no voo de conexão em Campinas, porque não mais havia assentos disponíveis.

O autor viu-se na situação de ser realocado em voo diverso, chegando ao destino pretendido no dia seguinte, durante a tarde, próximos as 17 horas, com aproximadamente 25 horas de atraso em relação ao voo contratado. Os fatos foram narrados na petição inicial que inaugurou a ação contra a companhia aérea e pediu reparação de danos.

A empresa em sua defesa trouxe alegações que não foram acolhidas em juízo, expressando que teria cumprido Resolução da Agência Nacional de Aviação Civil, mas não contestou o atraso firmado pelo autor, acrescentando apenas que deveria ser levado em consideração na decisão a ocorrência do estado de calamidade pública decorrente da pandemia do corona vírus (Covid 19).

Mas, na sentença, o magistrado firma que se cuidou de caso fortuito interno, não havendo causa que afastasse a responsabilidade do dever de indenizar, porque faz parte de sua atividade a prestação do bom serviço. Esclareceu-se que sequer condições de natureza meteorológicas acudiam ao réu empresa aérea, com ausência de demonstração de caso fortuito excludente de responsabilidade. A empresa foi condenada por se considerar a gravidade objetiva dos prejuízos causados ao autor. 

Leia o acórdão

Leia mais

STJ decidirá se descendente gerado após a morte de quem deixou a herança pode ser herdeiro no Brasil

A disputa começou quando um descendente gerado por reprodução assistida após a morte da pessoa que deixou a herança tentou permanecer no inventário como...

HC não conhecido: Poder de chefia na prática agrava pena de estupro mesmo sem hierarquia formal

Segundo o ministro Carlos Pires Brandão, relator do caso, as instâncias anteriores reconheceram que o acusado exercia efetiva ascendência funcional sobre a vítima e...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Juiz multa MPF por tentar reabrir disputa sobre licença de petróleo na Foz do Amazonas

A Justiça Federal no Amapá condenou o Ministério Público Federal por litigância de má-fé ao entender que o órgão...

Fux suspende decisão de Dino que restabelecia posts de Nossa Senhora

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a decisão do ministro Flávio Dino, também do STF,...

Justiça afasta prescrição intercorrente ao reconhecer atuação do credor na execução trabalhista

A 8ª Câmara do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região afastou a ocorrência de prescrição intercorrente em uma...

Plano de saúde deve ressarcir paciente por cirurgia de urgência no olho

Um paciente de Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, que corria o risco de perder a visão e...